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As maiores vítimas de negativas
de coberturas dos planos de saúde são pacientes em tratamento de câncer e outras
doenças que exigem procedimentos e equipamentos de alta complexidade e custo,
como PET-scan, stent e cânula para abrir artérias. Nestes casos, a última opção
acaba sendo levar a discussão para a Justiça.
É o caso de Emanuel Santiago
Silva, portador de melanoma com extensa doença metastática linfonodal (câncer).
Durante tratamento quimioterápico no Hospital Sírio Libanês, a Medial Saúde
deixou de dar cobertura aos ciclos de aplicação dos medicamentos
quimioterápicos.
“Viemos de Aracaju para fazer
tratamento aqui
A advogada do casal, Renata
Vilhena, do escritório especializado em direito à saúde Vilhena Silva, conta que
a empresa colocava empecilhos e fazia de tudo para atrasar a quimioterapia. “A
ANS intervém e faz novas resoluções, mas nunca consegue resolver o problema. O
setor está muito confuso e com, cada vez ,mais brechas para as empresas negarem
tratamento. A única alternativa que resta a esses pacientes é a Justiça”,
diz.
A Amil (dona da Medial) informou
que “cumpriu decisão judicial e que todos os tratamentos previstos
contratualmente foram cobertos”. No entanto, ressaltou que “o uso experimental
(off label) de alguns medicamentos não tem cobertura contratual”.
A empresa diz que a eficácia do
uso de tais fármacos não é reconhecida e pode gerar danos ao paciente e
responsabilidade civil para os profissionais de saúde envolvidos no
tratamento.
FONTE ESTADÃO
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